PREVIVAG
Instituto Seguridade Social dos Servidores Municipais de Várzea Grande

Maternidade é inaugurada para 180 partos por mês

15 de setembro de 2017

Salas de parto e novos leitos são entregues pela prefeitura junto com reforma da UTI adulta e centro cirúrgico

 

A partir de hoje (15) o Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande passa a contar com 3 salas de parto e 12 leitos de maternidade da Rede Cegonha. A unidade aumenta em 9 vezes a capacidade de realizar partos por mês, passando de 20 para 180 procedimentos. Além da inauguração da maternidade, a prefeitura do município entrega a reforma da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e 3 salas do Centro Cirúrgico.

Esta é a sexta etapa de obras feitas pelo executivo para adequação e melhorias na estrutura do Pronto-Socorro desde dezembro de 2015.  Foram investidos cerca de R$ 7,8 milhões no local, entre obras e compra de equipamentos e móveis. Parte dos recursos é da própria prefeitura, mas tem também dinheiro federal e de emenda parlamentar do deputado Gilmar Fabris. “Estou muito feliz com essa obra porque representa a dignidade da população. Agora quem entrar no Pronto-Socorro vai ter um ambiente iluminado, que representa vida”, declarou a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

Diretor do PSMVG, Ney Provenzano afirma que já foram executadas cerca de 70% das obras previstas na unidade. Adianta que na próxima semana terá início a reforma da UTI Neo Infantil, no Box Infantil, Laboratório e a implantação da Agência Transfuncional (Banco de Sangue).

Os setores que já passaram por obras e estão em pleno uso são o Bloco A (Ortopedia e Cirurgia), entregue em dezembro de 2015, o Bloco B (Clínica Geral e Vascular), em funcionamento  desde abril de 2016, o Bloco C (Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia), entregue em outubro de 2016, a Clínica do Box de Urgência e Emergência e 4 consultórios da Clínica e Ortopedia, funcionando desde dezembro de 2016.  Além do Box de Urgência e Emergência de trauma e a nova recepção da unidade reformados e entregues em março deste ano. “Nesta reforma a UTI adulto com isolamento também foi reformada e o espaço ficou adequado, tanto que a Vigilância Sanitária nunca liberou alvará para o hospital. Agora, com essas alterações, vamos dar entrada com o pedido”, informa o diretor.

MUDANÇAS:  “Muita coisa já mudou e fez com que a população recebesse um atendimento mais humanizado . Além das adequações físicas e estruturais implantamos um fluxo de atendimento para dar seguimento ao tratamento, coisa que nunca existiu”, argumenta Provenzano.

Um exemplo da mudança é a visita realizada duas vezes na semana pelo médico fisiatra (especialista em doenças ou lesões nervosas, musculares, articulares e ósseas, que afetam a forma como nos movemos). Fabiano Magnino, que atua no Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (Cridac). “A parceria permite acelerar a reabilitação da paciente. Hoje, com 3 dias de alta, ele já é encaminhado e começa a reabilitação. Antes levava de 6 meses a 1 ano.  Essa demora prejudica a recuperação . Quanto mais precoce  começarmos com o tratamento, mais cedo esse paciente é reintegrado à sociedade”, explica o fisiatra.

De acordo com o Ney Provenzano, o Pronto-Socorro tem 28 anos de fundação e nunca havia passado por uma reforma tão ampla e mesmo com toda a movimentação de obras nunca deixou de atender os pacientes. “Nos adequamos para não prejudicarmos o atendimento à população, pois são cerca de 500 pessoas por dia”, contabiliza.

Além da estrutura física e do fluxo de atendimento, a prefeitura de Várzea Grande investiu na contratação de novos profissionais. Em 2015 eram 620 funcionários entre técnicos, administrativos, enfermeiros e médicos. Hoje passam de 800. A unidade não tinha ambulância disponível, hoje são 3, não havia aparelho de diálise, hoje sim, não tinha neurocirurgia e neurologia, hoje tem.  “Antes não tinha coragem de trazer um parente para se tratar aqui. Agora deixou aqui de olhos fechados”, garante o diretor.

VALORIZAÇÃO: A melhora na estrutura física tem colaborado com a valorização dos profissionais, que agora têm um ambiente mais confortável e adequado para atender a população. “É um estímulo para o servidor ter um local iluminado, adequado e com refrigeração”, avalia a diretora de humanização do PSMVG, a enfermeira Jaqueline Milioni.  “Um espaço como este ajuda no resultado final do tratamento, eles têm uma recuperação mais rápida, sentem-se melhor acolhidos e nos ajudam na assistência à saúde”, completa.

Coordenadora do Centro Cirúrgico da unidade, Gisele Lima está Pronto-Socorro há 7 anos e diz que não há comparação do antes e depois. “Estamos 100% melhores. Agora dá orgulho de dizer que trabalho aqui”, declara.

O várzea-grandense e usuário do PSMVG, Rodolfo César Costa, acompanhava o filho, Guilherme, de 6 anos, internado há 6 dias por problemas pulmonares.  Na manhã de ontem (14) os 2 estavam na brinquedoteca, espaço que fica no Bloco C, inaurgurado em outubro de 2016 e confirma a mudança do local. “Nos surpreendemos com a estrutura. Está muito arrumado. Antes ele nem queria vir para o OS. Agora não quer sair da brinquedoteca”, disse o pai enquanto o filho recebia medicação intravenosa e brincava de quebra cabeças em uma das mesas do espaço.

Ao saber que a maternidade iria ser inaugurada e a UTI Adulta seria entregue, Rodolfo comemorou.  “Várzea Grande precisava disso. A população sofre muito na fila de espera, quem sabe agora ela reduz”, comenta.

DEFICIÊNCIAS: O diretor do PSMVG admite que ainda há deficiências a serem superadas. Entre elas cita o fato da unidade ser de atendimento portas abertas. “Não negamos atendimento e muitos dos pacientes são do interior, isso representa cerca de 30 a 35%, cita. “A falta de estrutura e toda a rede acaba impactando em Várzea Grande. E coisas que eram para ser tratadas nas unidades básicas de saúde lá no município deles acabam chegando aqui e a unidade não consegue ser de falto um Pronto-Socorro, que é para urgência e emergência”, avalia.

Fonte: Prefeitura Municipal de Várzea Grande

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